Dono do Banco Master, é preso novamente pela PF em São Paulo

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4), em São Paulo. A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vorcaro estava em liberdade desde o final de novembro, quando passou a cumprir medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica. A nova decisão judicial, no entanto, determinou sua prisão preventiva no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Vorcaro estava solto desde o final de novembro, com tornozeleira eletrônica

Operação cumpre mandados de prisão e busca

O Impacto do Banco Master nas Investigações

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e quinze mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

A decisão do ministro André Mendonça menciona que, segundo as investigações da PF, Daniel Vorcaro teria tentado ocultar mais de R$ 2 bilhões em patrimônio. Além disso, o banqueiro também é investigado por supostamente manter um grupo armado para intimidar ex-funcionários e monitorar desafetos.

Outros investigados também tiveram prisão decretada

Além de Vorcaro, também foram expedidos mandados de prisão preventiva contra outras pessoas investigadas no caso.

Entre elas estão:

  • Fabiano Campos Zettel, empresário que, segundo a investigação, teria auxiliado na ocultação de patrimônio;

  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como um dos coordenadores do grupo armado;

  • Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que também seria responsável pela coordenação do grupo.

Segundo as apurações da Polícia Federal, esse grupo privado teria atuado para monitorar pessoas e intimidar indivíduos considerados adversários do banqueiro.

Investigação aponta ocultação de bilhões em patrimônio

A decisão do STF indica que a Polícia Federal identificou um esquema de ocultação de ativos financeiros. De acordo com a investigação, mais de R$ 2,2 bilhões teriam sido transferidos para uma conta em nome do pai de Daniel Vorcaro.

Essas movimentações financeiras são analisadas no contexto das suspeitas de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Suposta atuação de milícia privada

Outro ponto destacado nas investigações envolve a atuação de um grupo armado conhecido como “A Turma”.

Segundo a Polícia Federal, o grupo seria liderado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e por Marilson Roseno da Silva.

As investigações indicam que esse grupo teria sido utilizado para acessar ilegalmente sistemas restritos de segurança pública, além de realizar atividades de monitoramento e intimidação.

Em um dos diálogos analisados, segundo a investigação, Daniel Vorcaro teria ordenado a simulação de um assalto com o objetivo de agredir fisicamente um jornalista que publicava reportagens contrárias aos seus interesses.

Prisão ocorre após novos elementos na investigação

A Polícia Federal solicitou a nova prisão preventiva após identificar novos elementos nas investigações, indicando que os investigados ainda teriam capacidade de praticar crimes, ocultar recursos financeiros e intimidar testemunhas.

Para o órgão, essas circunstâncias representariam risco à sociedade e à própria investigação.

STF aponta risco à investigação criminal

Na decisão que autorizou as prisões, o ministro André Mendonça afirmou que a liberdade dos investigados poderia representar ameaça à investigação e à segurança de pessoas envolvidas no caso.

Segundo o ministro, a prisão preventiva foi decretada com base no artigo 312 do Código de Processo Penal, que permite a medida quando há risco à instrução criminal ou à ordem pública.

A decisão também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas investigadas, sob o entendimento de que a proteção à livre iniciativa não se aplica a empresas criadas com a finalidade de praticar ilícitos ou lavagem de dinheiro.

Além disso, foram impostas medidas cautelares diversas, como o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento de funções públicas de servidores do Banco Central que, segundo as investigações, prestavam serviços informais ao grupo investigado.


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